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Infecções por alimentos na praia: descubra quais evitar e quais são mais seguros

  • Foto do escritor: Dra. Luciana Gomes Corrêa
    Dra. Luciana Gomes Corrêa
  • 23 de jan.
  • 2 min de leitura

Consumir alimentos na praia é algo típico do verão brasileiro, mas o ambiente quente e úmido favorece a multiplicação de microrganismos. Por isso, entender quais opções oferecem maior risco e quais são mais seguras é fundamental para evitar infecções que podem transformar um dia de descanso em um problema de saúde.


Alguns alimentos exigem cuidados redobrados. Exemplos como queijo coalho preparado na hora chamam atenção sobretudo pelo armazenamento: se as barras ficam expostas ao calor intenso ou ao vento, o risco de contaminação aumenta. O mesmo vale para o milho cozido, que muitas vezes permanece horas em recipientes inadequados, perdendo temperatura e favorecendo proliferação microbiana. Já itens como camarão frito, quando vendidos em bandejas abertas ou preparados sem higiene adequada, são conhecidos por causar quadros infecciosos devido à facilidade de deterioração.


Também merecem atenção alimentos manipulados de forma extensa antes da venda. Saladas prontas, por exemplo, têm contato direto com mãos, superfícies e utensílios, além de perderem qualidade rapidamente sob o sol. Preparações com molhos caseiros, como maioneses artesanais, apresentam risco ainda maior se não houver controle rigoroso de temperatura e higiene.


Em contrapartida, há opções naturalmente mais seguras. Alimentos que chegam ao consumidor lacrados e industrializados, como batatas fritas de pacote, refrigerante em lata e água mineral, apresentam baixo risco quando a embalagem está íntegra. Frutas são boas escolhas — desde que lavadas em casa e armazenadas em recipientes fechados, evitando contato com a areia e o calor direto.


Mesmo assim, independentemente do tipo de alimento, é essencial observar as condições de quem está vendendo. Barracas limpas, utensílios adequados, alimentos protegidos do sol e do vento e boa organização geral reduzem significativamente o risco. Produtos que mudaram de cor, textura ou cheiro devem ser descartados imediatamente.


Caso surjam sintomas como náuseas, febre, dor abdominal ou diarreia após consumir alimentos na praia, é importante procurar avaliação médica, especialmente se as manifestações forem intensas ou persistirem por mais de dois dias. O acompanhamento adequado evita complicações e garante recuperação mais rápida.


E você, que alimentos costuma comprar ou levar para a praia? Deixe suas opiniões, relatos e sugestões de novos temas aqui nos comentários. Sua participação ajuda a construir conteúdos cada vez mais completos e úteis.


Por:

Luciana Gomes Corrêa

CRM 174513

Rqe Infectologia 87289

Rqe Homeopatia 90979

 
 
 

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