Doenças infecciosas e baixas temperaturas: por que o frio exige mais atenção?
- Dra. Luciana Gomes Corrêa

- 14 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

As baixas temperaturas têm influência direta no comportamento das doenças infecciosas e representam um período de maior atenção para a infectologia. Com a chegada do frio, alterações no ambiente, no convívio social e no funcionamento do organismo favorecem a circulação de diversos agentes infecciosos. Entender esses mecanismos ajuda na prevenção e no cuidado com a saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Durante o frio, a tendência é que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação. Essa mudança no padrão de convivência facilita a transmissão de agentes infecciosos, principalmente os respiratórios. A proximidade entre as pessoas aumenta a probabilidade de contágio e contribui para surtos sazonais, que se repetem ano após ano em diferentes regiões.
Além disso, o ar seco comum no inverno e em locais frios prejudica as vias respiratórias. As mucosas ficam mais irritadas e vulneráveis, reduzindo a capacidade de defesa natural do organismo. Esse cenário favorece a entrada e a multiplicação de microrganismos, aumentando a incidência de infecções. O cuidado com a hidratação e com a qualidade do ar dentro dos ambientes torna-se ainda mais relevante nessa época.
Outro ponto importante é que, em temperaturas mais baixas, o sistema imunológico tende a ficar mais suscetível. Fatores como mudanças bruscas de temperatura, menor exposição ao sol e hábitos de vida alterados durante o frio podem impactar negativamente a resposta imunológica. Isso torna o organismo menos preparado para combater infecções, facilitando adoecimentos que poderiam ser evitados com medidas preventivas simples e consistentes.
Do ponto de vista da infectologia, o período de frio exige atenção redobrada para a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado de doenças infecciosas. Medidas como ventilação dos ambientes, higiene das mãos, etiqueta respiratória e cuidado com a saúde geral ajudam a reduzir a circulação de agentes infecciosos. Para grupos de maior risco — como crianças, idosos e pessoas com condições crônicas — o acompanhamento com um infectologista pode ser essencial para orientação personalizada.
É também no frio que muitas doenças infecciosas se manifestam de maneira mais intensa ou apresentam complicações com maior frequência. Por isso, estar atento aos sinais e sintomas e buscar orientação médica quando necessário é fundamental. A informação é um dos pilares para reduzir a transmissão, evitar agravamentos e fortalecer a prevenção coletiva.
O tema é atual e merece atenção constante. Ficou com alguma dúvida sobre doenças infecciosas no frio? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua experiência. Aproveite para sugerir novos temas que você gostaria de ver aqui no blog da Dra. Luciana Gomes!
Por:
Luciana Gomes Corrêa
CRM 174513
Rqe Infectologia 87289
Rqe Homeopatia 90979





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